O que é PGBL e quando faz sentido
O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um plano de previdência complementar com tratamento fiscal especial: até 12% da renda bruta tributável anual aportada pode ser deduzida do IR, gerando uma restituição. A contrapartida é que, no resgate, o IR incide sobre o saldo total — aportes + rentabilidade. Por isso o PGBL só compensa para quem usa a declaração completa, respeita o teto de 12% e investe no longo prazo (para a tabela regressiva chegar aos 10%).
O que é VGBL e quando vence
O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não tem dedução nem teto. Em compensação, no resgate o IR incide apenas sobre a rentabilidade, não sobre o capital aportado. É a escolha natural para quem declara pela simplificada, para aportes acima do teto de 12%, ou para quem prevê resgates em prazos curtos.
Tabela regressiva versus progressiva
A tabela regressiva (definitiva) parte de 35% (resgates em menos de 2 anos) e cai 5 pontos a cada 2 anos até estabilizar em 10% após 10 anos — ela é por aporte (FIFO), não por saldo. A progressiva usa as alíquotas mensais do IR (de 0% a 27,5%), com possibilidade de compensação na declaração anual. Para previdência de longo prazo, a regressiva quase sempre vence; a progressiva pode fazer sentido em resgates curtos com renda muito baixa no momento.
Reinvestir a restituição: o detalhe que muda tudo
A vantagem matemática do PGBL existe principalmente porque a restituição anual pode ser reinvestida e capitalizada por décadas. Se o investidor gasta a restituição todo ano, o efeito desaparece e o PGBL passa a perder para o VGBL na maioria dos cenários. Por isso a calculadora liga o reinvestimento por padrão: é a única comparação honesta.
Combinação PGBL + VGBL na prática
Não é necessário escolher um ou outro. Quem ganha bem e contribui acima de 12% da renda anual deve combinar: aportar exatamente 12% no PGBL para captar a dedução máxima, e direcionar todo o excedente ao VGBL. Assim aproveita o benefício fiscal sem cair na armadilha da dupla tributação.