PGBL ou VGBL: comparador com cálculo de IR

Coloque seus números e descubra qual plano de previdência privada deixa você com mais dinheiro líquido no resgate. Considera dedução de 12%, tabela regressiva, restituição reinvestida e modos de resgate.

PGBL ou VGBL: como decidir?

A escolha entre PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) é um dos pontos mais confusos da previdência privada brasileira — e a resposta depende inteiramente da sua situação tributária.

O PGBL permite deduzir do IR anual até 12% da sua renda bruta tributável aportada — mas só vale para quem declara pelo modelo completo. No resgate, o IR incide sobre o saldo total (aportes + rentabilidade). Já o VGBL não tem dedução, não tem teto de 12%, e no resgate o IR incide apenas sobre a rentabilidade.

Em horizontes longos com a tabela regressiva (chega a 10% após 10 anos) e reinvestimento da restituição, o PGBL costuma vencer para quem cumpre as condições. Para quem declara pela simplificada, ou para aportes acima do teto de 12%, o VGBL é quase sempre superior. Use o comparador abaixo para ver o número exato no seu caso.

Sua situação

R$
R$
%

Imposto e retirada

%
%
Melhor escolha para você
PGBL
PGBL deixa você com R$ 88.078 a mais
PGBL — Saldo bruto no resgate
R$ 744.090
PGBL — Restituições captadas
R$ 66.000
PGBL — IR no resgate
R$ 105.446
PGBL — Patrimônio líquido
R$ 638.644
VGBL — Saldo bruto no resgate
R$ 593.075
VGBL — IR no resgate
R$ 42.509
VGBL — Patrimônio líquido
R$ 550.566
Total aportado
R$ 240.000
Patrimônio líquido por ano
R$ 0R$ 200.000R$ 300.000R$ 500.000R$ 600.00011320
PGBL
VGBL
Quando o PGBL passa o VGBL
Para os parâmetros atuais, o PGBL ultrapassa o VGBL a partir do ano 8.

Cálculo informativo. Não constitui recomendação financeira. Sua decisão real depende de fatores fora deste cálculo (mudança de renda, reforma do IR, etc.).

Dicas

Use a tabela regressiva: Para horizontes longos (10+ anos), a tabela regressiva chega a 10% de IR — bem abaixo da progressiva. É a escolha padrão para previdência privada de longo prazo.
Respeite o teto de 12%: A dedução do PGBL é limitada a 12% da sua renda bruta tributável anual. Aportes acima disso são taxados duas vezes — o excedente deve ir para VGBL.
Reinvista a restituição: A vantagem real do PGBL aparece quando você reinveste a restituição todo ano. Se você gastar o dinheiro restituído, perde o efeito composto.
Cuidado com a declaração simplificada: Sem a declaração completa, o benefício do PGBL desaparece. Antes de optar pelo PGBL, verifique se as suas deduções totais superam o desconto simplificado.
Diversifique se a vida muda: Se você pode trocar de regime (CLT/PJ) ou ter renda muito variável, considere uma combinação PGBL + VGBL para hedge contra o cenário de retirada com alíquota alta.
Atenção às taxas do plano: Taxas de carregamento e de administração corroem o retorno e neutralizam o benefício fiscal. Compare planos antes de decidir.

Perguntas Frequentes

Quer acompanhar isso ao longo do tempo?

Crie uma conta grátis para salvar seus cálculos, acompanhar seu progresso e obter insights personalizados.

Criar Conta Grátis

Last updated: May 2026

Como usar esta calculadora

O comparador roda os dois cenários (PGBL e VGBL) em paralelo, considerando o teto de 12%, a tabela regressiva e a restituição reinvestida. Para extrair valor real do cálculo:

  1. Insira sua renda bruta tributável mensal. Não é o salário líquido — é a base que entra na declaração. A calculadora aplica automaticamente sua alíquota marginal de IR e calcula o teto de dedução de 12% sobre 12 vezes esse valor.
  2. Defina seu aporte mensal. Tudo que você pretende colocar na previdência privada todos os meses. A calculadora distribui sozinha: até 12% da renda vai para o PGBL no cenário PGBL e o excedente vai para um VGBL "lateral" para evitar dupla tributação.
  3. Escolha o horizonte. Anos até o resgate. Se for 10 anos ou mais, a tabela regressiva já chega a 10% — patamar onde o PGBL costuma vencer. Em horizontes curtos, o VGBL tende a ser melhor.
  4. Confirme o modelo de declaração. Completa libera a dedução do PGBL; simplificada anula totalmente o benefício e a calculadora avisa para usar VGBL.
  5. Decida sobre reinvestir a restituição. Manter ligado é a hipótese honesta para comparar — ou o ganho do PGBL evapora para custo de vida.
  6. Escolha o modo de resgate. Resgate único versus renda mensal de 15 anos muda o IR efetivo: na renda mensal o capital continua envelhecendo, então mais dinheiro cai em alíquotas menores.

O gráfico mostra ano a ano o patrimônio líquido sob cada estratégia. A linha vertical tracejada marca o ano em que o PGBL ultrapassa o VGBL no seu cenário (se ele ultrapassar).

Conceitos-chave: PGBL, VGBL e tributação

O que é PGBL e quando faz sentido

O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é um plano de previdência complementar com tratamento fiscal especial: até 12% da renda bruta tributável anual aportada pode ser deduzida do IR, gerando uma restituição. A contrapartida é que, no resgate, o IR incide sobre o saldo total — aportes + rentabilidade. Por isso o PGBL só compensa para quem usa a declaração completa, respeita o teto de 12% e investe no longo prazo (para a tabela regressiva chegar aos 10%).

O que é VGBL e quando vence

O VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) não tem dedução nem teto. Em compensação, no resgate o IR incide apenas sobre a rentabilidade, não sobre o capital aportado. É a escolha natural para quem declara pela simplificada, para aportes acima do teto de 12%, ou para quem prevê resgates em prazos curtos.

Tabela regressiva versus progressiva

A tabela regressiva (definitiva) parte de 35% (resgates em menos de 2 anos) e cai 5 pontos a cada 2 anos até estabilizar em 10% após 10 anos — ela é por aporte (FIFO), não por saldo. A progressiva usa as alíquotas mensais do IR (de 0% a 27,5%), com possibilidade de compensação na declaração anual. Para previdência de longo prazo, a regressiva quase sempre vence; a progressiva pode fazer sentido em resgates curtos com renda muito baixa no momento.

Reinvestir a restituição: o detalhe que muda tudo

A vantagem matemática do PGBL existe principalmente porque a restituição anual pode ser reinvestida e capitalizada por décadas. Se o investidor gasta a restituição todo ano, o efeito desaparece e o PGBL passa a perder para o VGBL na maioria dos cenários. Por isso a calculadora liga o reinvestimento por padrão: é a única comparação honesta.

Combinação PGBL + VGBL na prática

Não é necessário escolher um ou outro. Quem ganha bem e contribui acima de 12% da renda anual deve combinar: aportar exatamente 12% no PGBL para captar a dedução máxima, e direcionar todo o excedente ao VGBL. Assim aproveita o benefício fiscal sem cair na armadilha da dupla tributação.